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De reticências a reticências...

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De reticências a recitências.Os dias se passam tal como os sentimentos supérfluos, que insistem em influenciar na visão limitada das pessoas.
Tal como os óculos velhos que, para além das lentes, por influências de mercadoria nem mesmo a armação que ainda pode se reaproveitar, torna-se obscurecida.E de reticências a reticências, a visão continua limitada.Limitada no que não é preciso.Filtros modo preto e branco... Sem explicações e delimitações de problemáticas, o uso das reticências continuam e, temos a oportunidade de ver a vida como tem de ser vivida, mas temos usado as lentes dos outros.

Lentes “limpas”, que alegam proporcionar ver o colorido dos dias, para quem não as pertence; Lentes “sujas” para quem insiste em usá-las tal como estão. Mas, lentes são apenas lentes. E, de reticências a reticências os dias continuam a se passar, os meros mortais continuam sem entender seus sentimentos e a enxergar pelas lentes inapropriadas.[não saberia decifrar qual a causa e qual a consequência]
Co…

Um sentimento chamado desequilíbrio.

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Saudade (1899) José Ferraz de Almeida Junior


Sim, eu estava com saudades.  Mas, não é sobre isso que acabei refletindo e que agora escrevo. A saudade é algo bom.

Quando cessam-se as lágrimas tendemos a nos apoiar em palavras;  nada de retóricas ou sofismos parecidos. Certa vez escutei alguém lamentar "Não sei mais o que fazer!" também observei que o desequilíbrio lhe afligia.
Como pode o homem e a mulher questionarem suas bases e alicerces sem caírem nos devaneios?
E quando não se encontram mais as retóricas e os sofismos e abundam as lágrimas, apenas? Certa vez escutei alguém a clamar "Não consigo mais acreditar que conseguirei!" Também contemplei que o mesmo desequilíbrio lhe afligia.
Como pode o homem e a mulher, duvidando, prosseguirem sem exitarem olhar para trás?
Haaaa o DESEQUILÍBRIO!
Elias esperou ouvir Deus no vento fortíssimo. [nada compreendeu] Elias se frustrou e aguardu ouví-lo no terremoto. [continuou na sua inércia] Elias não desistiu e acreditou qu…

Por mais uma de Identidade.

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Denise at Her Dressing Table - 1908-9 (Mary Cassett)

Como em toda arte, do íncio ao fim, o meio, este que explica o desenvolvimento dos eventos é o que mais intriga, pelo menos pra mim.
Quando Cassett traz à tona a importância de se debruçar sobre as reflexões acerca do que torna a mulher feminina a partir da sensibilidade presente no codidiano de sua época, pelo menos pra mim, é perceptível o quanto o método da observação ao que está ao redor é primordial para compreender o porquê das nossas emoções.

A pretenção aqui não é abordar aspectos teóricos da pintura expressionista, muito menos levantar um debate acirrado acerca da "feminilidade" da mulher numa conjuntura onde há uma cosmovisão contemporânia ditada pelos ideiais "feministas", mas sim, expor a reflexão do porque de tal imagem permitir pensar acerca da identidade.

Os espelhos.
Os espelhos, car@ internauta, são símbolos dos "meios" da identidade de algo ou alguém sob a forma de discursos. O seu próprio …

Na companhia da Solitude.

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I A pós-modernidade questiona se o homem fora feito para ser sociável. (Pelo menos é como interpreto o conteúdo dos livros vivos que leio);

II A pós-modernidade questiona se a solitude é o deleite do sozinho. (As horas que passo olhando para o meu passado pela ótica da frustração que me atrapalha o momento);


III A pós-modernidade questiona se a presença da ausência da voz do teu eu-lírico transformará no meu egocêntrico. (Penso quando "noto" hipocrisia na amizade que fiz agora a pouco. Acredito que seja porque ainda estou me conhecendo);

IV A pós-modernidade tem seus ditames.
Também penso o quão estes se encaixarão nas reflexões do meu futuro incerto.


V A pós-modernidade agora é eixo. Assim como as coordenadas do GPS que de tanta tecnologia, a minha mulher interior atemporal não sabe manusear.


VI A pós-modernidade critica a minha solitude.
Mas, é minha solitude que questiona sobre a qualidade do tempo para mim.
Entre eu e elas...
Quem será mais volúvel?
Eu? Que tenho que depender da escolha…

UM ENSAIO DE MIM

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[...] Nada escapa tanto e tão obstinadamente a nossa atenção quanto “as coisas que estão à mão”, o que está “sempre aí” e “não muda nunca”. É como se elas “se escondessem sob a claridade” – sob a luz enganosa e ilusória da familiaridade! Sua “normalidade” é uma espécie de cortina que impede qualquer inspeção. (44 Letters from the Liquid Modern World. 2010. p.7) 

Como todo alguém que já viajou para longe (km/hr à parte) Sabe que enquanto não fizer uma pequena parada pelo menos para se olhar no espelho de um restaurante à beira da estrada, Não vai conseguir cantar o restante das músicas de fundo de viagem.
Seja qual for o local da morada em que tiveste como ponto de partida, a mala que foi feita com destino às construções de mais lembranças para o seu histórico de vida deve ser o fator primeiro para os planejamentos, de quem e o quê deixar para trás.
Certo. Não faz mal levar consigo alguns, poucos, vestígios do passado.  Eles de alguma forma te norteiam. Não ao futuro. Este é sempre incerto.  Te…

À Primitiva igreja de amor.

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Mais que simples palavras, gostaria que esta nota informal tivesse o peso de uma carta e que eu anseio que seja enviada. 

Ontem eu questionava sobre a existência da comunhão que um certo Homem ensinou há alguns milênios. Aprimorando a lei, Ele veio ensinar o que é o A M O R. Sobre esse Homem, sei que as perspectivas que tenho sobre ele divergem um tanto da que tens, ou tiveste. Sabe lá os mistérios do tempo.  Acredite, hoje alguns ainda O chamam como alguns discípulos de teu tempo chamavam. Hoje, estes são considerados evangelistas. Lembro-me também que no teu tempo negaram o tal Homem. Ele Foi crucificado, condenado só por dizer e VIVER como Filho Unigênito do Deus de Abraão, Isaac e Jacó. Qual culpa esta? Este mesmo Homem, hoje, também é negado por um número considerável de pessoas.
Esta culpa é real. Tal real e necessária! 
Sem Sua morte hoje eu não estaria escrevendo tal nota informal.
Enfim... passaram-se mais de 2000 anos e muita coisa não mudou.
Este Homem por muitos é considerado, apen…

Uma dor inspiradora II

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Há dor dentro de cada um de nós.

A dor de viver a vida;
A dor do aprendizado;
A dor da alma que chora por falta daquilo que um dia perdeu - A comunhão de outrora;
A dor das perdas;
A dor e seus frutos - a melancolia presente no acordar e no adormecer.

Há dor dentro de cada um de nós.

Por haver a esperança sob o caos;
Por haver a certeza de que o amanhã um alguém dele já se faz conhecido;
Por haver a dúvida - se o Eterno existe - dissipado;
Por haver fé na vida eterna.

Por haver vida na dor.

M.I.M.

"Em todas essas situações temos a vitória completa por meio daquele que nos amou. Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais ; nem o presente, nem o futuro; nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo. Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor." (Romanos 8:37‭-‬39 NTLH)

Imagem: Ricardo Barbosa - https:/…